30.6.08
NÃO AO PROJETO DO SENADOR AZEREDO!
Daqui: Nova E
Beijos,
Babe
Diga não ao projeto do Senador Azeredo
Projeto de lei aprovado em comissão do senado coloca em risco a liberdade na rede e cria o provedor dedo-duro.
(Por Sérgio Amadeu da Silveira )
Na última semana, em uma sessão corrida e esvaziada, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou o projeto de lei (PLC) 89/03 que define quais serão as condutas criminosas na Internet.
Os exageros que constam do projeto podem colocar em risco a liberdade de expressão, impedir as redes abertas wireless, além de aumentar os custos da manutenção de redes informacionais. O mais grave é que o projeto apenas amplia as possibilidades de vigilância dos cidadãos comuns pelo Estado, pelos grupos que vendem informações e pelos criminosos, uma vez que dificulta a navegação anônima na rede. Crackers navegam sob a proteção de mecanismos sofisticados que dificultam a sua identificação.
Veja o aburdo. Com base no artigo 22 do PLC 89/03, os provedores de acesso deverão arquivar os dados de "endereçamento eletrônico" de seus usuários. Terão que guardar os endereços de todos os tipos de fluxos, inclusive a voz sobre IP, as imagens e os registros de chats e mensagerias instantâneas, tais como google talk e msn.
O pior. A lei implanta o regime da desconfiança permanente. Exige que todo o provedor seja responsável pelo fluxo de seus usuários. Implanta o "provedor dedo-duro". No inciso III do mesmo artigo 22, o PLC 89/03 exige que os provedores informem, de maneira sigilosa, à polícia os "indícios da prática de crime sujeito a acionamento penal público". Ou seja, se o provedor identificar um jovem "baixando" um arquivo em uma rede P2P, imediatamente terá que abrir os pacotes do jovem, pois o arquivo pode ser um MP3 sem licença de copyright. Mas, e se ao observar o pacote de dados reconhecer que o MP3 se tratava de uma música liberada em creative commons? O PLC implanta uma absurda e inconstitucional violação do direito à privacidade. Impõe uma situação de vigilantismo inaceitável.
Como ficam as cidades que abriram os sinais wireless? A insegurança jurídica que o PLC impõe gerará um absurdo recuo nesta importante iniciativa de inclusão digital. Como fica um download de um BitTorrent? Deverá ser denunciado pelos provedores? Ou para evitar problemas será simplesmente proibido por quem garante o acesso?
Como fica o uso da TV Miro (www.getmiro.com/)? Os provedores deverão se intrometer no fluxo de imagens e pacotes baixados pelo aplicativo da TV Miro? E um podcast? Como o provedor saberá se não contém músicas que violam o copyright? Se o arquivo trazer músicas sem licença, o provedor poderá ser denunciado por omissão? Pelo não cumprimento da lei?
O PLC incentiva o temor, o vigilantismo e a quebra da privacidade. Prejudica a liberdade de fluxos e a criatividade. Impõe o medo de expandir as redes.
O artigo 22 do projeto deve ser integralmente REJEITADO.
(iii) Art. 22
Art. 22. O responsável pelo provimento de acesso a rede de
computadores é obrigado a:
I - manter em ambiente controlado e de segurança, pelo prazo de três anos, com o objetivo de provimento de investigação pública formalizada, os dados de endereçamento eletrônico da
origem, hora, data e a referência GMT da conexão efetuada por meio de rede de computadores e por esta gerados, e fornecê-los exclusivamente à autoridade investigatória mediante prévia
requisição judicial;
II - preservar imediatamente, após requisição judicial, no curso de investigação, os dados de que cuida o inciso I deste artigo e outras informações requisitadas por aquela investigação, respondendo civil e penalmente pela sua absoluta
confidencialidade e inviolabilidade;
III - informar, de maneira sigilosa, à autoridade competente, denúncia da qual tenha tomado conhecimento e que contenha indícios da prática de crime sujeito a acionamento penal público
incondicionado, cuja perpetração haja ocorrido no âmbito da rede de computadores sob sua responsabilidade.
§ 1° Os dados de que cuida o inciso I deste artigo, as condições de segurança de sua guarda, a auditoria à qual serão submetidos e a autoridade competente responsável pela auditoria, serão
definidos nos termos de regulamento.
§ 2° O responsável citado no caput deste artigo, independentemente do ressarcimento por perdas e danos ao lesado, estará sujeito ao pagamento de multa variável de R$
2.000,00 (dois mil reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais) a cada requisição, aplicada em dobro em caso de reincidência, que será imposta pela autoridade judicial desatendida, considerando-se a natureza, a gravidade e o prejuízo resultante da infração, assegurada a oportunidade de ampla defesa e contraditório.
§ 3° Os recursos financeiros resultantes do recolhimento das multas estabelecidas neste artigo serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública, de que trata a Lei n° 10.201, de
14 de fevereira de 2001.
VEJA O OUTRO exemplo de artigo aprovado no PLC:
(i) Art. 2o (ref. art. 285-A)
Art. 285-A. Acessar rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização do legítimo titular, quando exigida:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.
Parágrafo único. Se o agente se vale de nome falso ou da utilização de identidade de terceiros para a prática do crime, a pena é aumentada de sexta parte.
Este artigo criminaliza o uso de redes P2P e até mesmo a cópia de uma música em um i-pod. Ao escrever que o acesso a um "dispositivo de comunicação" e "sistema informatizado" sem autorização do "legítimo titular", ele envolve absolutamente todo tipo de aparato eletrônico. Se a empresa fonográfica escreve, nas licenças das músicas que comercializa, que não admite a cópia de uma trilha de seu CD para um aparelho móvel, mesmo que seu detentor tenha pago pela licença, estará cometendo um crime PASSÍVEL DE PENA DE RECLUSÃO DE 1 A 3 ANOS.
O projeto de lei é tão absurdo que iguala os adolescentes que compartilham músicas aos crackers e suas quadrilhas que invadem as contas bancárias de cidadãos ou o banco de dados da previdência.
Sérgio Amadeu da Silveira é sociólogo e Doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. É professor da pós -graduação da Faculdade de Comunicação Cásper Líbero. Autor de várias publicações, entre elas: Exclusão Digital: a miséria na era da informação. Militante do Software Livre.
Visitem: http://samadeu.blogspot.com
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2.3.08
O senhor das letras
(do meu muito querido amigo Guto Cruz, em 07/03/2001)
monto e desmonto
crio
junto
e misturo
cada peça e pedaço
e tomam vida
e forma
nascem únicas
minhas filhas
mil regras me vigiam.
às vezes sigo–as
outras
ignoro–as
invento as minhas
como as idéias
que lanço ao espaço
e voam matas
céus
e ilhas
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13.9.07
Tava lendo uns poemas do Leminski e dentre tantos muito legais postei esse aqui, que está demais:
pariso
novayorquizo
moscoviteio
sem sair do bar
só não levanto e vou embora
porque tem países
que eu nem chego a madagascar
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20.8.07
Lôro, lôro
Lá longe
o lôro
Pelo menos
lôro
não é
lôro
um
lôro gelado
Ai, sódade
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16.6.07
Quem me dera agora eu tivesse uma viola pra cantar.
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18.4.07
Eu não quero mais estas rugas na minha testa.
E nem o bigodinho do Hitler.
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3.4.07
Se for possível, manda-me dizer:
- É lua cheia. A casa está vazia -
Manda-me dizer, e o paraíso
Há de ficar mais perto, e mais recente
Me há de parecer teu rosto incerto.
Manda-me buscar se tens o dia
Tão longo como a noite. Se é verdade
Que sem mim só vês monotonia.
E se te lembras do brilho das marés
De alguns peixes rosados
Numas águas
E dos meus pés molhados, manda-me dizer:
- É lua nova -
E revestida de luz te volto a ver.
Hilda Hilst
(Júbilo Memória Noviciado da Paixão (1974) - O Poeta Inventa Viagem, Retorno e Morre de Saudade - I )
(Poesia: 1959 - 1979 - São Paulo: Quíron; [Brasília]: INL, 1980.)
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24.1.07
Olhando as pessoas pelos lugares, tenho a impressão de que já existem no mundo todos os rostos possíveis. Mas sempre nasce mais uma pessoa cujo rosto ainda não havia. Deve ser isso o infinito.
Todas as possibilidades já existem, mas ao mesmo tempo não. E me espanto sempre com mais uma cara que vejo! Essa também - olha só! Essa eu ainda não tinha visto!
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27.12.06
Meu sobrinho tava andando na rua isso aconteceu
Daí ele tava distraído no mundo dele dos 5 anos
meio falando sozinho baixinho
daí passou um caminhãozão bem do lado daqueles tranresiduos
batendo a caçamba
fez um barulho
ele levou um susto
e falou:
- filha da puta! pensei que era um dragão!
(olha, o sobrinho é do Glerm, lá da Anticoisa, comunidade do orkut, e ele que escreveu isso e eu copiei e tals pq é tão lindo e poético)
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1.12.06
"Por favor, quem é o administrador deste cajueiro? Me chamem o gerente do cajueiro!" À primeira vista esse lance é meio Alice no país das Maravilhas.
Felomenal. Eu, por aqui, sou a administradora de uma pequena orquídea - que não está aberta a visitações.
Maior cajueiro do mundo invade estrada no Rio Grande do Norte
CÍNTIA ACAYABA
da Agência Folha - 30/11/2006 - 23h18
O maior cajueiro do mundo está invadindo uma rodovia da cidade de Parnamirim (a 19 km de Natal) por estar com a poda suspensa desde 2000.
O corte do cajueiro de Pirangi foi proibido por orientação de especialistas, para que a árvore não morresse. Para trafegar pela RN-063, motoristas arrancam galhos e folhas da planta de 8.800 m² --maior do que um campo de futebol.
Uma comissão formada por órgãos estaduais e pela associação que administra o cajueiro procura soluções para a invasão da árvore nas pistas, mas informou não saber como resolver o problema.
Segundo o administrador do cajueiro e presidente da Aelp (Associação dos Empresários do Litoral do Parnamirim), Mauro Nogueira, a árvore não pode ser podada. "O cajueiro possui uma anomalia genética [que causou o crescimento exagerado]. Se for podado, entra em estado de dormência e pode até morrer", disse.
O cajueiro de Pirangi tem 117 anos e cresce cerca de três metros por ano.
Risco de acidentes
O diretor do DER (Departamento de Estradas e Rodagens), Jader Torres, disse que a árvore pode vir a causar acidentes na RN-063, que liga as cidades de São José de Mipibu e Nísia Floresta.
Segundo Torres, a árvore também pode alcançar casas situadas do outro lado da pista, o que pode exigir desapropriações no futuro.
Para o administrador do cajueiro, não é a árvore que está no caminho da rodovia, mas o contrário. "O cajueiro foi plantado em 1888 e a rodovia deve ter sido construída em 1955. O jeito é criar outras vias de acesso ou liberar a RN-063 apenas para veículos menores", afirmou Nogueira.
A Prefeitura de Parnamirim e órgãos ambientais estudam a viabilidade da construção de uma nova estrada na região.
O cajueiro de Pirangi é uma das principais atrações turísticas do Rio Grande do Norte. Em 2005, 195 mil pessoas visitaram a árvore, que produz 80 mil cajus por ano.
Ao todo, 20 pessoas trabalham na manutenção do complexo, que cobra R$ 2 a entrada. Há um projeto, orçado em R$ 4 milhões, que prevê a construção de um elevador e de um tablado suspenso para observação panorâmica da planta.
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27.11.06
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24.11.06
Eu vou pra festa dos guris, meus vizinhos. Chegar lá, penetra, na manha, e dançar até me acabar. Tá tocando Tecnotronic na maior altura! E eles gritam, iôôõu, maior empolgação, urrú! Acho que vou levar um suco. Eles tão fazendo festa às 20:30 da noite... Eles tem por volta de 16 anos... Eles não devem beber coisas alcoólicas... Ou devem? Ôrrax, vou pressa festa só pra dançar!
Minha cara-de-pau, cupim comeu. Félas duma puta. Fios de um tatu com um fusca! Tum tunts tunts tunts tunts tunts... Eles são muito legais esses moleques do prédio da frente no salão (é mais um salinho) de festas, tou me amarrando. Pump, pump the jump!!! Uh, tererê!!! Afe, cabei de chegar do trabalho, vou tomar banho e dançar poperô no chuveiro ao som da festa dos gurís =)
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21.11.06
Bem na foto
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16.11.06
O que está havendo aqui - endereço não existente?
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31.10.06
Manuel Bandeira
O anel de vidro
Aquele pequenino anel que tu me deste,
- Ai de mim - era vidro e logo se quebrou...
Assim também o eterno amor que prometeste,
- Eterno! era bem pouco e cedo se acabou.
Frágil penhor que foi do amor que me tiveste,
Símbolo da afeição que o tempo aniquilou, -
Aquele pequenino anel que tu me deste,
- Ai de mim - era vidro e logo se quebrou...
Não me turbou, porém, o despeito que investe
Gritando maldições contra aquilo que amou.
De ti conservo no peito a saudade celeste...
Como também guardei o pó que me ficou
Daquele pequenino anel que tu me deste...
:D
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23.10.06
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18.10.06
Omolu, Plutão.
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20.9.06
Carta antiga, revivida, sem memória da data. A data é faz tempo e é uma carta resposta.
Verdade.
Eu só queria lhe falar algo, que de tão dito chega a ser banalizado, sem que você o lesse com olhos banais. Emudecemos por que algumas coisas parecem golpes fatais e nos fazem ter medo de algum comprometimento. Mas que comprometimento é esse? E pra quê serve esse medo, pra emudecermos? Deveríamos aprender, talvez, mais sobre a leveza do ser, essa leveza na qual não acreditamos, por pensarmos que não podemos sustentá-la, mas que se mostra aqui e alí e que então nos surpreende por ser tão simples e boa. Nossa crença no peso é maior, está pregada, e negamos a leveza como quem dispensa uma verdade singela em troca de uma mentira enfeitada.
A minha lua em touro é algo que você sabe de mim mais do que eu mesma, que nada sei dizer dela.
Sobre sonhar e ser sonhado, é quase uma especialidade, mas talvez eu esteja exausta de sonhar tanto porque eu vivo sonhando tanto e porque as pessoas desejam ser sonhadas e eu desejo vivê-las mais do que em sonhos.
E nem sei se depois de te mandar esse mail vou pensar que deveria ter enviado um mais leve e simples. Estou quase segura que sim. Mas que importa? As palavras simples cá estão e você saberá quais são e como encontrá-las.
Sinto um desejo quase insuportável de emudecer e escrever qualquer coisa pequena, mas é preciso ter mais coragem. É que tenho medo de parecer grave demais e até melodramática, por quê muitas vezes quando escrevo assumo esse tom, como se não soubesse ser de outro jeito. Quando falo acho que sou diferente. Pareço outra, talvez aquela que você viu lá no Parque Lage.
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19.8.06
Posso Perguntar?
(Letra e música de Ellen Oléria)
Então eu entro nessa prosa
Sem saudade.
E quando paro pra escutar vejo se é tarde.
Tarde pra sentir o aroma
Desses cabelos negros,
Negros como o tempo
Em dia em que te vi partir.
Partir minha estrada vida,
Estrada de terra batida,
Em antes e depois
Do dia em que te conheci.
Era leve o vento que senti roçar na pele,
Me arrastando como ao pólen.
Carregadas núvens cobriam meu céu,
Choveu, choveu,
Molhando minha terra seca.
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11.8.06
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19.7.06
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21.4.06
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3.4.06
Um tributo a Gregor Samsa
Tirei essa foto da web, mas não me lembro donde, sorry.
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28.3.06
Ouvindo Lamento Sertanejo sinto a melancolia de quem incorporou o pertencimento. De alguma forma sou "do sertão, lá do cerrado" - e imagino e sinto e é como se vivesse. Reconheço-me "rês desgarrada nessa multidão, boiada, caminhando a esmo". Eu, tão urbana, nessa multidão caminhando a esmo. "Pregnância" da música e da poesia.
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26.3.06
Homenagem*
Moça bonita, o seu corpo cheira a botão de laranjeira, eu também não sei se é.
Imagine o desatino - é um cheiro de café, ou é só cheiro feminino ou é só cheiro de mulher.
Moça bonita, seu olho brilha qual estrela matutina, eu também não sei se é...
Imagine a minha sina, é o brilho puro da fé, ou é só brilho feminino ou é só brilho de mulher.
Moça bonita, o seu beijo pode me matar sem compaixão, eu também não sei se é
Pura imaginação!
Pra saber, você me dê esse beijo assassino nos seus braços de mulher...
(Geraldo Azevedo - mas, aqui, escrito pela minha lembrança sem saber como é exatamente a letra)
*ao baião, à dança, ao som da zabumba, à emoção, ao desejo e ao carinho.
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7.3.06
TELETRANSPORTE JÁ!!!!!!!!!
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6.2.06
15
Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.
Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.
Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle con el silencio tuyo.
Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.
Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.
(Pablo Neruda, poema 15 do livro "20 poemas de amor e uma canção desesperada")
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8.1.06
Ela ainda mora cá em mim, pequena, pequena. Eu, minha criança.
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19.12.05
Porque a chuva chove meu pensamento e meu pensamento chove no molhado. Minha Brasília, minha cidade úmida de novembro a março. Minha cidade com cheiro de terra molhada. Chove em Brasília e todos parecem chover também.
É mais a chuva que causa a sensação de continuidade, de momento inacabado, perfeito, do que o corpo propriamente. O corpo, finito, definitivo. As próteses são pensamentos, desejos, fantasias, mentiras, crenças - talvez até mais importantes que essa definição que é a carne, essa exatidão, essa positividade do que pode se tocado e evidenciado.
A partir do corpo se imagina um mundo inteiro e a chuva é o mundo inteiro, já, indefinida, infinda. Deixando cair suas premissas nas curvas estiradas dos meses, esquinas, becos, todos os lugares, e com que independência! Frases completas, sem arestas, imensidão de amor que se experimenta, mas não tem medida e se apresenta em múltiplas possibilidades.
A água plástica moldando-se sem fim ao que quer que seja e os espíritos aquáticos e seus sentimentos - água, água, água, chovendo!
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16.12.05
Vejamos...
Tudo na vida é oráculo.
Todas as coisas se podem ler -
O que está dentro é o que está fora de você.
É oráculo o que se ouve,
É oráculo o que se vê,
É oráculo a brisa súbita que passa e te faz tremer.
O gosto imprevisto que surge,
O perfume surgido do nada,
O que se sente sem razão, a princípio, que possa ser explicada.
Oráculos sem misticismos,
Textos escritos instantaneamente -
A comunicação de seu coração com a sua mente.
Ah, é...
À procura de rima, ta ta ra ra ta tá. Mas, vou consertar, sem rima, porque essa arte não é minha. Mas deixo aí em cima a tentativa (nada é em vão, bão-ba-la-lão). Melhor falar por mim: o que está dentro é o que está fora de mim. É oráculo o que eu ouço, é oráculo o que eu vejo e a brisa que me faz tremer. A comunicação do meu coração com a minha mente.
Oráculos soltos (Leia-se em qualquer ordem, se quiser)
Tanta água, tanta água. Minha alma encharcada d'água.
Na multidão de mim muitas palavras, pensamentos tantos,
Um sentimento só, prismado em vários feixes.
Explosão de cores sentimentos.
E tem a borboleta que passou, tanta chuva que caiu,
Os desenhos no papel manteiga do bar.
Meus planos de instituir a alegria,
De enxergar a beleza.
A invenção do contentamento.
Eu quero ser feliz, quero ser triste.
Uma anestesia de vez em quando...
Quero viver! E é de querer?
É bastante razoável querer viver quando se vive.
Como uma onda do mar querer ser onda do mar.
Eu quero respirar!
Quero que meu sangue corra nas minhas veias e nas artérias!
Quero que meu coração bata!
Força de vontade - eu tanto quero viver, que vivo deveras.
Às vezes posso ver a vida em quadros,
Pulando de lá pra cá sem ordem pré-determinada.
Quando eu tinha 35 anos e depois quando tiver meus 7 completos.
Hoje, com sei lá quantos, uns mil, uns dois e meio.
Como era mesmo o que aconteceu no futuro? Não me lembro...
O que acontece no futuro?
Como é mesmo que eu agi quando estiver lá?
Não há direção.
Não é linear!
Transpasso os passos.
Subvertamos o Tempo!
Subvertamos!
(bilhete)
Passarinho,
Amanhã você foi lindo. E ontem, quem seremos eu e você?
O abraço longo dessa noite que passou está delicioso, mas no café da manhã, aí, era ontem de novo.
Vamos inventar uma vida boa pra ter sido? Me convida pra ir à sua casa? Deixa a porta aberta ontem, hoje, amanhã?
Um beijo com jeito de riso, pra sentir, se lhe agrada.
Flor.
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12.12.05
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4.12.05
Despertar
(Divagar quase pairando)
Hoje amanheceu segunda-feira,
E as pessoas amanheceram neste lado do mundo.
Não havia música para alguns,
Para outros estava tudo repleto de canção.
No amanhecer da segunda-feira fria de aqui não houve canção,
Mas agora há um som a se espalhar pela manhã
Deste dia que só não é qualquer porque é o dia em que todos vivem.
O meu sabiá canta lá fora neste instante.
Este instante é o presente,
O instante único em que se vive.
Como é estranho pensar sobre o presente.
No instante em que penso ele já passou,
E o futuro, que nunca há, já veio e transformou-se em momento,
E transformou-se em acontecido.
Já não existe mais.
O presente, esse átimo, o futuro, só idéia, o passado, lembrança pura.
O que é que existe?
E existir, o que é, então?
Parece que tudo quanto existe são as mentes a pensar e elaborar coisas o tempo todo.
Segunda-feira.
Um nome para agora e estas horas que virão até a noite.
O tempo do qual cuidamos, um esquizofrênico.
Criamo-lo assim cheio de nomes e características.
E assinalamos o que se fazer dele a cada nome que passa.
E nos enchemos de circunstâncias e afetividade e pensamentos
Ou de tédio ou de alegria ou de confusão ou de paz ou de normalidade.
Só podemos sabê-lo por suas marcas,
Seus vincos deixados no irmão siamês,
Palpável.
Espaço, esse "tempo materializado".
Tempo, esse espaço diluído.
E a vida,
Que não se pode dizer exatamente em que consiste,
A segunda-feira amanhecida assiste.
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29.11.05
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